Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Com um sorriso, chegas ao infinito.

Bem-vindo ao meu Blogue, sorri sempre!

Com um sorriso, chegas ao infinito.

Bem-vindo ao meu Blogue, sorri sempre!

29.11.21

Uma Luz na Escuridão


Maria Neves

1EEB5496-B58C-49DC-95E5-996B458CD41C.jpeg

F97CAFF5-B99B-4FCE-B26E-EE2DA684B78C.jpeg

Olhando o céu ao crepúsculo, solto um grito,
Uma árvore despida na minha direção,
Mostra o quanto o nosso Ser é finito,
Esperando uma luz na escuridão.

As luzes de natal já começam a brilhar,
O frio, a humidade e um grão de vida,
Faz-se reconhecer em cada olhar,
Será uma luz na escuridão, atrevida.

A ausência tortura, e não apela à razão,
A dor que se sente em não poder tocar,
Procura-se uma luz na escuridão,
Para algum conforto encontrar.

Por cada dia de vida vivida,
Sente e afaga o teu chão,
Sorri para a vida destemida,
Ou procurarás uma luz na escuridão!

Maria Neves

 

 

 

 

26.11.21

Por amor


Maria Neves

9E560CB7-9E48-408E-AC1F-60CF5759B009.jpeg

F2788C56-92A1-48AB-A2A7-4579842880A8.jpeg

Por amor eu chorei,
Por amor eu deixei tudo para trás,
Por amor eu encontrei,
Tudo o que me trouxe a Paz.

Por amor, eu também desisti,
Daquilo que me fez sofrer,
E com o qual aprendi,
Que nem tudo é bem querer.

Por amor eu também descobri,
Pelo que vale a pena viver,
Porque uma vida sem amor eu conferi!
É difícil, sobreviver.

Por amor contei estrelas na noite escura,
Em difíceis decisões a tomar,
Mas no sentimento maior se afigura,
No horizonte sem fim, do meu Mar.



Maria Neves
24.11.21

A voz do vento


Maria Neves

DF3DEEE2-9ECB-4A1E-BF08-FC9E9AAFA6CF.jpeg

Como é bom ouvir a voz do vento passar,
As ondas obedecem-lhe com prontidão,
No Forte da Luz,  ouvem-se rebentar,
Por um raio de luar, vejo a sua imensidão.

Uma noite de outono fria e escura,
Trás pensamentos duma infância vivida,
As montanhas tratavam o vento com ternura,
Sinónimo duma infância nunca  esquecida.

Noites  brancas de geada, brilhavam como vidro,
Falava-se de Eça, Pessoa ou religião,
Eu sempre preferi o meu livro,
Outros viam o mundo na televisão.

Hoje recordo com muito carinho o passado,
Entre a montanha e o mar não há muro, 
Pois o som do vento será sempre lembrado,
Pelo trajecto veloz, entre o passado e futuro.

Maria Neves

21.11.21

O poeta que me fascina ou persegue!


Maria Neves

02FCE038-CC4F-46CC-8011-468F2F33386C.jpeg

B13B943C-4FD0-411D-8FE7-DE73BBA5AB6E.jpeg

O que seria a minha vida sem Arte?

Este fim-de-semana foi para mim curto no tempo, mas duma grandiosidade sem medida. Eu não acredito em coincidências, mas que as há, há.

Depois de Sábado a trabalhar na Urgência do meu Hospital, senti necessidade de ir até à Capital. Marquei Hotel. Fui jantar.

Dirigimo-nos a um restaurante, na Praça do Comércio, já afamado e por detrás de mim existia uma informação sobre Fernando Pessoa. Não é novidade para ninguém que adoro Fernando Pessoa, Alberto Caeiro, Álvaro de Campos. Leio cada um deles com  carinho,  e com  a "etiologia" própria  do mesmo, e curiosidade que não consigo explicar.

Volto ao hotel, e tenho uma exposição sobre Fernando Pessoa, de vários autores! Não consigo explicar, mas o meu cansaço hospitalar diminuiu ! Sim! É verdade. E foi Muito Bom.

Maria Neves

19.11.21

Afinal, quem virei a Ser Eu...


Maria Neves

9E426920-FF8C-4127-BF4E-F40F6C095594.jpeg

Não, não quero ser mais um,

Que acha lindo uma palhaçada num canal da TV, ou a vida de alguém bem sucedido, numa rede social,  
e dai projecta o seu modo confortável de vida, sem esforço e sem trabalho.
Vivendo numa existência não existente, num monólogo idealista e sem futuro.
Não, não quero ser mais um,

Que ignora a miséria do planeta, onde devido catástrofes naturais, guerras, conflitos éticos
e religiosos, assiste de bancada  há fuga das pessoas que buscando uma vida melhor, sofrem,
e morrem pelo trajecto. Esses, nunca serão apelidamos de heróis.

Não, não quero ser mais um,

Que se identifica com o poder, mentindo a si próprio e ao mundo, fazendo-se passar por dono
da existência e que manda. Quando na verdade não manda nem desmanda, é dominado pela Arrogância.
Poderia desfrutar a vida se fosse honesto, afinal já não lembrará mais do que fez no minuto
anterior,
será dominado pelo Alzheimer.

Não, não serei mais um:

Que se vende em saldo para pagar o que nunca suportaria, não é o seu status.
Não, não serei mais um,

Que apoiará políticos corruptos, que não tendo vergonha, faltam às promessas eleitorais,
sacrificando os mais frágeis. Quem nem um discurso politico transparente têm capacidade de fazer.
Parece que estão "sempre com medo" .
Mas, apoiarei quem acredita nos seus valores morais e políticos e não tem vergonha de ser Humilde.
Por andas Democracia de vez em quando!!!


Não, não serei mais um,

Que irá pactuar com ideais de vida pouco transparentes, para tirar daí proveito financeiro.

Não, não serei mais um,

Que não se conhece a si próprio, que mente a si próprio quotidianamente, para assumir quem não é.

Afinal quem virei a ser Eu?...

Maria Neves
15.11.21

Presságio


Maria Neves

513977A3-4222-4403-9A93-0ED42A4E203C.jpeg

"O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p’ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente…
Cala: parece esquecer…

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
P’ra saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar…"

Fernando Pessoa

[ Fernando Pessoa, descreve  neste poema  de forma  simples,  mas profunda, o Amor.

 Aquele Sentimento de Alma, quase platónico, reflectido até  na vergonha de  o exprimir,  encontrando-o na  sua Paz  de Coração, conversando com os seus silêncios.]

Maria Neves 

 

13.11.21

A mentira devastadora


Maria Neves

43EAED95-F01C-4DAC-8A60-157F3FF5D893.jpeg

Do meu mais profundo sentir,
Escrevo de forma  peculiar,   
Com intenção de acordar,  sem ferir,
Mas há quem, se  deva  permitir mudar.

Pena que poucos vêm,
Que o tempo para viver pode ser pouco,
Não saber desfrutar o que têm,
Perder tempo com a vida do outro.

Há quem nascesse, e  logo morreu,
Tão triste, que ainda não descobriu,
Que o seu Ser se perdeu,
Quando ao passar na vida  mentiu.

Será que não saberá viver na verdade? 
Será sempre um fiasco, 
Triste vida que faz e não sabe,  
Procura  a estepe no penhasco.

Maria Neves

06.11.21

A cisterna do azeite


Maria Neves

1587C7D1-28D8-4879-8985-88E733317835.png

Fico em lugar escuro,
Guardaram em mim um tesouro,
Sempre estive atrás do muro,
Dentro de mim existiu ouro.

Sou em pedra preta Ónix talhada,
Se soubessem os meus segredos,
Estaria polida e arrumada,
Sou de um peso dos degredos.

O meu destino ninguém conduz,
Mesmo vazia sou um deleite,
Tenho três séculos de Luz,
Sou pesada para enfeite.

Guardei o azeite dos ancestrais,
O ouro antigo do mundo,
Que brilhou  como cristais,
Iluminei a festa,  e o defunto.

Uma certeza tenho comigo,
Nunca ninguém me vai levar,
Nem o amigo ou inimigo,
Recusarei mudar de lugar.

Maria Neves

Imagem// https://blog.mbastosjoias.com.br/pedra-onix-conheca-melhor-o-cristal-da-protecao/

 

02.11.21

Por detrás da cortina branca


Maria Neves

488E56C0-0EE9-4704-9B7D-17DA589D48BE.jpeg

75C297A9-22A5-465C-A1B0-6BB0F4FAD5DF.jpeg

Por detrás da cortina branca,    
Vejo um raio de sol, por entre nuvens escuras,    
Traz consigo a Luz que abranda,   
A nostalgia de quem, em si próprio se nega a fulguras.

Um dia de chuva é tão belo,        
Tal como um dia de sol radioso,
Pois na existência há o Seu Elo,      
Entre o belo e o misterioso.

Quantos beijos e abraços não sentiu, 
Quem a pretextos obscuros na vida se entrega,    
A quem à falta de amor próprio se permitiu,    
A quem no seu passado escorrega.

A chuva volta a cair devagarinho,
Permitindo o som da música que oiço vaguear,
Conduzindo  pelos sentidos novo caminho,    
Que nos leva até, nova bátega de chuva voltar.

Maria Neves