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Com um sorriso, chegas ao infinito.

Bem-vindo ao meu Blogue, sorri sempre!

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30.12.21

Feliz 2022


Maria Neves

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Feliz 2022

Mais um ano a chegar ao seu fim. "Como tudo na vida tem um fim..."

Que  2022  tenha a  porta aberta para concretização dos nossos  sonhos.

Traga mudança de paradigmas sociais e políticos,  culturais  e  representativos, e a sua renovação.

Vida.

Luz.

O fim da Pandemia.

Paz.

Saude.

Trabalho.

Viagens.

Que cada um de nós encontre o seu caminho, com mais calma e tranquilidade.

Feliz 2022!

Maria Neves

29.12.21

O melhor de 2021# Encantos da Pousada do Crato


Maria Neves

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O melhor de 2021

Óscar - Então não queres ir aliviar o Stress por aí?
Uma voltinha, só os dois. Amanhã por exemplo.

Eu - Como!
Estou de serviço!
Por entre horários e roteiros, foi sempre assim. E finalizei cada viagem, cada curto passeio, com um Graças a Deus, foi mesmo bom.
Apesar de nos encontrarmos em Pandemia, em segurança, vacinados, testados, e mascarados,  em 2021 fizemos a " limpeza cerebral, do Como? Quando? E  onde?" por  vários locais do nosso Portugal.

A salientar dos vários  " Recantos", as nossas férias de verão em Junho de 2021.
Talvez porque foi tão desejado na primeira fase da Pandemia, não sei,  mas sempre tivemos um carinho muito especial pela Pousada da Flor da Rosa, no Crato e no distrito de Portalegre.
Por entre "toiletes" para passar no meio do Alentejo, valia a pena colocar a melhor peça de luxo. A ocasião merecia. Foi uma semana merecida. Os dois cinquentões em nova lua de mel num Castelo. Fantástico!
Por entre refeições de Reis e Rainhas, um quarto com vista para o campo, em que o crepúsculo era um Céu Rosa e Laranja, Sim! Verdade.
Por entre os seus jardins, nós perdemo-nos de sonhos e recordações de um passado recente. As perdas de Entes queridos foi o mais terrível, como sempre.
Por entre um Gin junto à piscina, onde dominavam  idiomas, que não o português, e a Torre do Mosteiro que guardava o mais sagrado da vida à nossa volta,  um casal romântico de Cegonhas, que tão carinhosamente alimentava e acarinhava os seus rebentos. O seu cantar encantava. A sua responsabilidade fazia pensar.

Logo à chegada, fomos surpreendidos por uma excelente exposição da arte do trabalho aramado, " Fios de Arte" de Jorge Marquez.
Aqui fomos muito felizes os dois. Seremos sempre gratos aos colaboradores do Hotel, com os quais tínhamos conversas pessoais, durante as refeições em tempo oportuno,  sempre prestáveis e de um profissionalismo exemplar.
A Pousada do Crato. Antigo Mosteiro de Santa Maria da Flor da Rosa, já tinha sido para nós dois palco de outras aventuras. Foi a Primeira Pousada de Portugal que visitàmos no ano da sua inauguração.

Ficámos fãs.

Com a sua envolvencia na Natureza, tornou-se para o meu esposo, um paraíso que  favoreceu  o uso das suas lentes fotográficas.
Eu fiquei-me pela escrita, música e desfrutar de todo um paraíso sonhado por uma Enfermeira em Pandemia.
 O Mosteiro, o grupo, a gastronomia, a calma, a cultura, a arte nas suas várias vertentes e competências fez deste Hotel e do Alentejo a minha saída favorita em 2021.

Maria Neves

27.12.21

Na penumbra dos Alpes


Maria Neves

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Na penumbra dos Alpes 

Por entre curvas,  o comboio conduzia aos Alpes,
Das janelas, os prados verdejavam,
Só desejava chegar aos brancos enfeltes,
Enquanto o sol e as sombras na carruagem se cruzavam.
 
Pelo meio dia a Wengen cheguei,
Por entre o casario alpino eu pensava,
Entre o sonho e a realidade não há limite, comprovei,
E às  terra da Heidi finalmente chegava.
 
No cima da montanha a realidade são os Sentidos.
Que na penumbra dos Alpes encontrei.
Naquele  lençol branco deslizei,
No vermelho pôr-do-sol  no gelo, o olhar reposei,
No sonho me reencontrei,
A este lugar brevemente voltarei!
 
Maria Neves
 
 
 
 
25.12.21

Sempre Natal


Maria Neves

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Será sempre Natal ...

Naquele dia 25 de Dezembro de há 2021 anos,  nasceu Alguém, com o propósito de modificar  estruturas de pensamento no mundo, segundo o meu conceito Cristão, Jesus Cristo.

Por  entre civilizações,  diferentes conceitos de vida,  de estar,  inerentes à evolução histórica,  a Época de Natal, foi derivando  também, para um consumismo  desenfreado,  às  vezes pouco interessante, e até desajustado.

Sempre entendi, como o traspôr para a nossa época,  o conceito de Oferendas, as prendas dos três Reis Magos, ao Menino Jesus.

Contudo o Natal,   estará sempre inerente ao conceito de Família, Fé, Bem Estar,  prendas no sapatinho, na árvore de Natal, e pelo correio nesta época de Pandemia.
Mas será sempre e para sempre :

Época de Luz

Felicidade

Esperança

Feliz Natal a todos!

Maria Neves

23.12.21

Conto de Natal #O Guarda Rios Azul


Maria Neves

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Conto de Natal # O Guarda Rios Azul

Por entre a folhagem foi visto,
No dia anterior pelos meus tios,
Era um lindo passarinho Azul,
Que se chamava, "Guarda rios."

Fiquei horas sem fim à sua espera,
Só para lhe oferecer uma filhó,
Mas quem espera, desespera,
Voltei para junto da avó.

Pouco antes do sol se pôr,
Fui novamente ao riacho,
Para minha surpresa maior,
Lá estava ele, mostrando o penacho.

Era vaidoso, mas lindo de encantar,
Aquela plumagem cheia de cor,
Mas ele estava a trabalhar,
E eu, apenas queria tocar o beija- flor!

De repente beijou o riacho,
Num ápice subiu,  foi genial,
No seu bico peixinho p'ro tacho,
Para a sua ceia de Natal.

Maria Neves

Imagens; http://birdbook.pt/2017/08/14/8-monografia-coraciformes/

 

22.12.21

Conto de Natal #O papel de lustro, sem Pinheiro


Maria Neves

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Conto de Natal #O papel de lustro, sem Pinheiro 

Como estava branca aquela manhã de 24 de Dezembro de 1976

O Pinheiro ainda estava no pinhal.
O papel de lustro vermelho, verde e amarelo já estava cortado, em bolas, em estrelas, e em fitas de harmónio, à espera de fazer a diferença, para o ano anterior.
Mas faltava o Pinheiro!...
Estava tão perto e tão longe.
Olhando à minha volta, parecia que a terra e o pinhal estavam embrulhados num lençol branco, que não voava com o vento gélido.
Atrás da porta, frente para o pinhal, eu chorava baixinho. Amanhã já é o dia de Natal. Onde deixar os chocolates, e as prendas da Tia Maria. Sem Pinheiro não há Magia, só Coisas.
Então e o presépio? Perguntava a minha Mãe, cheia de curiosidade.

As peças foram feitas e estão no saco de pano vermelho, mas não há Musgo  e também não há Pinheiro, Mãe.
Tiveram muito tempo para fazer tudo bem feito, mas,  passas o tempo metida nos livros!
Eu fiquei petrificada. Era verdade.
Era meio dia,  juntou-se à geada branca uma chuva gelada. E de repente, não havia mais gelo, apenas muito frio.
Nós estávamos proibidos de pegar em objectos cortantes.
O dia corria em ritmo rápido. Quase noite, a Noite de Natal, sem árvore e sem presépio, não ... não, é mau de demais, pensava eu.
A minha mãe pediu-me que fosse ao piso de baixo, buscar um saco que estava no fundo das escadas, de ofertas dos primos de Coimbra,  para mim e para os manos.
Lá fui eu tesa e forte, a chorar por dentro;  "deve ser para colocar junto ao papel de lustro ..."murmurava eu.
Quando cheguei às escadas, olho para o fundo e vejo um lindo Pinheiro, que ainda pingava, e um saquinho de Musgo  verde e fresco, e ainda molhado.  Ao lado um saco amarelo brilhante.
Aos gritos salto pela casa, e vem a minha Mãe,  ter comigo, então?
Oh Mãe, já tenho o Pinheiro e o Musgo. Olha, não abri o saco dourado... Desculpe.

Quem trouxe as coisas?
Fui eu filha,  e o pai, não aguentávamos ver os nossos meninos tristes na Noite de Natal, a adorar o papel de lustro.
Obrigada! Salvaste-me.
Nunca mais na vida faremos o Natal na véspera, isso é mesmo só nos livros.
Vai, vai com os manos para a sala fazer a árvore de natal e o pequeno presépio, tem todo o valor, porque foi tudo feito pelas vossas mãozinhas, meus filhinhos.
Não esqueças a meia, uma por cada um na chaminé.
Não, não esquecerei.
Apressei-me a dar a notícia aos manos e a secar a árvore na entrada de baixo.
De seguida a minha Mãe  e a minha Tia Maria, já tinham colocado a proteção para assentar a árvore e o pequeno presépio.
Ao jantar estava tudo pronto. E estávamos todos de banho tomado, e bem vestidos à mesa para celebrar o nascimento do Menino Jesus.
No fim do jantar, eu proferi:

" Sabem o que peço ao menino Jesus?"
Em coro, responderam todos:

Não!!!

Quando for grande quero ir à Lapónia, ver as renas e o pai Natal.
O meu pai retorquiu, se queres,  irás! Tens que ter fé e estudar. Deitei-me com aquele pensamento, aquele Sonho!
Ficou lindo, a decoração com pratas de chocolate e Papel de Lustro. O presépio parecia tirado de um livro, tinha apenas o essencial, mas apesar do musgo molhado, as figuras em papel foram desenhadas e pintadas por nós, não derreteram, e o Sol no dia de Natal veio agradecer o nosso esforço.
Também o meu desejo já foi concretizado, já fui a Lapónia Sueca.
Fim
Maria Neves

Imagens: https://ambar.pt/products/papel-lustro-320x240-10-cores-ambar-school

https://www.olharvianadocastelo.pt/2012/11/municipio-de-viana-distribui.html?m=1

 

19.12.21

Conto de Natal #O dia começou branco


Maria Neves

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Conto  de Natal
#O dia começou branco

Foi numa manhã de Dezembro,  o dia acordou branco. Eu apressei- me a ir à janela do salão, para programar a nossa Tarde Inesquecível,  quando o sol derretesse o gelo.
A azáfama era grande, os homens conversavam sobre a qualidade do azeite do ano corrente, por entre uns copos de aguardente para aquecer a alma, na pausa do trabalho, enquanto eu ouvia com muita atenção as fases da preparação da azeitona, antes de ir para o Lagar de azeite.
Após o almoço, eu saí de casa bem sorrateiramente e fui "montar a tenda."
Eram umas duas horas da tarde, o sol não aquecia, parecia que as estrelas estavam contra.
O celeiro da quinta tinha uma eira, onde eram preparados no Verão  os cereais,  e no Inverno a azeitona era limpa de folhas e resíduos.
Atrás do celeiro batia o sol, estava muito agradável.
Tinha chegado a hora. A Tia Maria, a irmã mais velha do meu pai,  solteira, era a nossa Preceptora. Ela ajudava em tudo, mas não queria ser mencionada. Pendurámos atrás da parede nas argolas onde se prendiam  os cavalos, uma manta de linho antigo. Seguem-se dois paus espetados no fundo de um posseiro de verga, virado ao contrário,  um de cada lado. Tudo bem amarrado com cordas . Fomos buscar dois cobertores para os laterais. À frente uma tábua do celeiro fez o balcão. E pronto, estava pronta a tenda da Feira de S. Miguel.
( Feira anual da vila, do qual é padroeiro).

Então fui buscar os meus quatro manos para a tenda. Eles respectivamente tinham, nove, oito, seis e quatro  anos. Talvez  a melhor tarde, todos,  e sem os olhos da minha mãe,  e o Natal tão perto.

Previamente tinha sido colocado lá, pela Tia Maria, um cesto com pão fresco do forno da quinta, o queijo que a Tia Augusta, a irmã do meio do meu pai tinha oferecido, doces, leite quentinho no termo, frutos secos, a chupeta suplente da Mana mais nova,   que se a  Bendita faltasse,   não se calaria um segundo,  muito riso e música com cassetes.
A Tia Maria colaborava, mas dizia baixinho " Ainda vou pagar por isto, mas vale a pena".
O meu pai, com um olhar sorumbático, dizia:

Prefiro não comentar,  mas até é uma vergonha, com "pessoas de fora" aqui a trabalhar,  mas eles estão a divertir-se com a Tia, que é igual a eles,   para o que lhe havia de dar!

A prova do azeite novo, seria na noite de Natal. Como eu sinto alguma nostalgia, quando lembro  a minha infância e adolescência.

A hierarquia da Prova. Primeiro sempre os mais velhos, que emitiam um parecer. Quando chegava a vez da menina mais velha, Eu, dizia : Tão bom pai! Melhor que no ano passado! Saudades. Dizia sempre igual.

Hoje eu lembro com tanto carinho, o quanto fomos felizes e não sabíamos.


Maria Neves

Imgens: https://pt.depositphotos.com/36526885/stock-photo-closeup-of-olives-in-a.html

https://www.google.pt/search?q=lagar+de+azeite+antigo&client=safari&hl=pt-

https://agriculturaemar.com/pequenos-agricultores-nao-sabem-o-que-fazer-a-azeitona-lagares-da-carmim-e-de-portel-estao-parados/

 

 

13.12.21

Óbidos, Vila e Natal


Maria Neves

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Óbidos, Vila e Natal

É tão bom sentir  um momento de magia na época de Natal. Não, não importa a idade, mas o sentir. 
Óbidos é uma terra portuguesa, onde a cultura, a arte, o bem receber, e o semblante histórico se abraçam. Especialmente no Natal.
Pelas ruelas em pleno domingo à noite, as lojas, livrarias e diversão, com respeito pela Pandemia, encontrei. Comprei livros, artesanato e bebi o bem estar de um fim de tarde e serão maravilhosos.
No fim do brilhante das luzes da época, jantar na companhia do meu esposo no Petrarum Domus. Boa comida! Local encantador.
Regressámos a casa de Alma cheia.
Obrigado Óbidos, voltaremos.

Maria Neves

08.12.21

No Silêncio


Maria Neves

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No silêncio me escuto,
No silêncio me permito ser Eu,
No silêncio planeio o que executo,
No silêncio encontro um mundo só meu.

No silêncio existe uma estrada,
No silêncio ando só, sobre a neve,
No silêncio faço a caminhada,
No silêncio existe a paz que se conteve.

No silêncio existe vida,
No silêncio faço a minha aposta,
No silêncio a existência é vivida,
No silêncio eu tenho sempre resposta.

No silêncio escrevo estas palavras:
No silêncio pensadas,
No silêncio sentidas,
No silêncio sonhadas,
No silêncio agradecidas.
Tão longe e tão perto no Silêncio vividas!

Foto: Drottningholm Slootsteater  (oficial)

Maria Neves
03.12.21

Não deixes de Ser quem foste


Maria Neves

 

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Depois de tantas batalhas, 
Não deixes de ser quem foste, 
Sempre encontraste muralhas,
Não foste semblante de acoste.

O mundo é redondo, mas finito,
Não tenhas medo da distância,
Nada objetivo é um mito,
A persuasão, tem tolerância.

Realizar um sonho é Ser, um Ser real,
Imensas barreiras, muitos ideais,
Não existe qualquer mal,
Não há bons caminhos desleais.

Maria Neves

 

 

 

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