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Com um sorriso, chegas ao infinito.

Bem-vindo ao meu Blogue!

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31.01.22

Um amigo, É .


Maria Neves

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Um amigo É.

Uma pessoa que te escuta, e te ouve,
Nem sempre está de acordo com o que pensas,
Mas a confiança que te incute nunca coube,
Em toda, ou quaisquer diferenças.

Às vezes é difícil mostrar a descrença, 
Não pelo que pensas, mas por orgulho talvez,
Na vida há pessoas que fazem  a diferença,
E outras há, desmoronando na malvadez.

Um amigo é um Ser especial,
Não te sorri, quando não te suporta,
Sabe colocar-se, não é artificial,
Não vive do outro lado, duma qualquer porta.

Ter um amigo, é ter outra metade,
Cultivar uma amizade é o melhor do mundo,
Não precisa de pérolas ou caridade,
Mas sabe como ninguém, o que vai no teu fundo.

Ter um amigo, É.

22.01.22

Lisboa vale a pena


Maria Neves

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Bom dia Lisboa, dizia eu, há uns dias atrás, na varanda de um hotel na Avenida da Liberdade, em Lisboa. Sim, desde criança que sonhava ter o previlegio de conhecer a Capital, passo a passo, monumento a monumento, ruas e ruelas, e os meus olhos  poderem ver as paisagens  que via nos livros, e que de verdade são de cortar a respiração. Os locais históricos, que o meu pai tanto falava e ensinava. As aventuras dos nossos antepassados, a nossa História.

De alguns tempos para cá, tornou-se quase necessário para este casal, passear nas ruas de Lisboa, como que se em outro país estivesse. Sim, também eu cometi o pecado de conhecer "mundo ",  sem conhecer os recantos da nossa Lisboa.

Há muito para conhecer  em Lisboa. Desde o local mais mediático, até uma ruela do Bairro Alto, a fabulosa gastronomia portuguesa, ao miradouro da Graça, igrejas, Sé Patriarcal,  o majestoso castelo de S. Jorge, que,  com um frio que se entranhava  na pele, e que produziu efeito ao fim de três dias, com uma brutal constipação, não me arrependo. Mas em Pandemia, temos que seguir todas as regras, a nosso bem e a bem de todos, tendo em  seguida feito testes e mais testes, mas não, não era Covid. Foi uma "molha" de chuva fina e um frio de rachar. Certamente que valeu a pena, cada olhar, cada pose, cada foto, cada pingo de chuva, cada loja,  cada rodela de morcela, cada lembrança trazida.

Lisboa vale a pena!

 

 

21.01.22

A Écharpe


Maria Neves

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Sair numa manhã fria,
Porque o sol brilha, mas não aquece,
Usar a bendita écharpe, alivia,
Enaltece a minha prece.

Coloco a minha écharpe favorita,
Conforta-me o peito com seu calor,
Lembro o dia em que escolhi a dita,
Na Veneza do Báltico, oferecida com amor.

A écharpe também tráz a saudade,
Que me transporta para outro lugar,
Ao lugar onde, com a minha outra metade,
Fizemos promessa em voltar.

Em Estocolmo cai neve com sonhos,
O clima da ternura, tornou-se agreste,
Não pela neve, mas pelos tempos medonhos,
Saudade, é um sentimento que cresce.

Maria Neves

 

 

 

 

20.01.22

Detrás da Serra


Maria Neves

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Detrás da serra vinham os ventos de Espanha,
Detrás da serra saia o sol nascente,
Detrás da serra tinha esperança tamanha,
Que só terminaria com o sol no poente.

Detrás da serra toda branquinha,
Uma nuvem escura me alertou,
Continua vivendo de mansinha,
Que a vida não te atraiçoou.

Olhando o mar, lembro a serra da beira,
Os ideais que me despertou,
A estrada da vida que é traiçoeira,
Não esqueci, o que me alertou.

Cresci, olhando a serra ao nascer do dia,
Da janela, via-a como uma tela viva,
Ouvindo o cantar da cotovia,
Priorizei o que hoje me caracteriza.

Maria Neves

 

 

 

 

 

19.01.22

O mar, um café e um livro


Maria Neves

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"O homem era um rapaz de 30 e tal, ou talvez quarenta anos, e queria emprego,  um trabalho. Demonstrava alguma iniciativa, e, logo por isso..."

In, Almoço de Domingo

De José Luís Peixoto

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Desfrutando de um dia folga, por entre o meu mais recente livro adquirido, e o anoitecer sobre o mar em Janeiro.

E dou comigo pensando,  olhando o sol a pôr-se no horizonte. Falta a chuva, falta tanta coisa, tão dada como adquirida, e que a Humanidade afinal não tem certeza nenhuma.

Enquanto vou lendo cada linha, sinto-me aconchegada pelo calor alentejano, viajo  por entre as ruelas de Elvas, e sinto o maravilhoso cheiro do café. Tal como o mar, com seus cheiros, as marés e um lindo anoitecer.
Assim, a vida fica mais leve.

Maria Neves

16.01.22

Entre o livro e o crachá


Maria Neves

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Uma manhã cheia Sol, 
Que entra pelas linhas que leio,
Coloco para trás o lençol,     
Penso, vou dar um passeio.

Entre o livro e o crachá,
Na varanda, o alecrim em flor,
Levanto-me tomo um chá,
O mar me acolhe, com seu esplendor.

Sobre a falésia,  espero que a indecisão se vá, 
Na face sinto a maresia,
Entre o livro e o crachá,
Preferi o mar por companhia.

O sol brilha sobre o rochedo,
Pego o livro, vou folheando,
Desvendando o segredo,
Seguindo cada linha, estou viajando.

Para trás ficou o salão de chá, 
Uma conversa nunca tida, 
Não foi colocado o crachá, 
Em frente, o sol e o mar convida.


Maria Neves

15.01.22

O tempo, sem tempo


Maria Neves

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O tempo, sem tempo,
É tempo, é harmonia,
É o tempo do alento,
Onde a alma se refugia.

"O tempo é dinheiro"?!
Como um dia alguém me dizia,
Não, o tempo é viver por inteiro,
Não é dinheiro ou melancolia.

Enquanto o relógio marcou a hora,
E o teu tempo correu como traçaste,
É quando ainda decides sem demora,
Tempo para plantar uma haste.

O tempo, o tempo sem tempo,
Para quem sorri ao amanhecer,
Não, não há tempo sem tempo,
Para quem promete viver.

Maria Neves

Imagens dos relógios //

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11.01.22

O Paraíso das Ondas


Maria Neves

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Olhando o horizonte,
Sobre o mar de Janeiro, 
A onda se forma longe,
Trás o mar por inteiro.

A espuma branca brinca nos rochedos,
O Sol ilumina a miragem,
Quantas estórias e segredos,
Omissos nesta paisagem.

Uma gaivota faz uma viagem,
Em que eu gostaria de participar,
No paraíso das ondas,
Ao vento e livre,  sobre o nosso mar.

No paraiso das ondas há magia,
A força da maré e a Lua combinam,
Pura verdade, não utopia,
O destino e a força da onda determinam.

Maria Neves

 

 

09.01.22

As Escadas da Poesia


Maria Neves

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Ao primeiro degrau eu soltei um olhar,
O quanto seria difícil subir,
Não é do meu temperamento recuar,
Mas que projecto, me havia incumbir?

Soltando palavras ao vento,
Encontrei sempre um sentido,
Sempre ocupei o meu tempo,
Escrevendo algo, importante vivido.

Três degraus foram pisados,
Os meses rápido passaram,
Três degraus foram beijados,
Estórias e rimas se encontraram.

Ao sexto degrau olhei o fundo da escada,
Pensei, aonde tudo isto me levaria,
Não estava arrependida de nada,
O futuro me ditaria.

Eu encontrei na poesia,
Uma Escada de sonhos a realizar,
Nunca esperei que conseguiria,
Mais algum degrau na escada alcançar.

Quem pelas Escadas da poesia seguir,
Não se iluda ao cimo chegar,
Se não houver degraus para subir,
Não haverá estórias, o poema ficará por acabar!

Quantos degraus faltam?
Na Escada dos sonhos não há cálculo.
Só, e apenas degraus.

Maria Neves

Imagens:

Primeiro, Sala Amália - Pousada de Lisboa//Óscar Ferreira 

Segundo, Peniche-Papoa, em dia de tempestade. (09/01/22) // Óscar Ferreira 

 

 

05.01.22

Pausa para café


Maria Neves

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Nesta tarde de inverno,
Em que a chuvinha não dá trégua, Pelo precioso líquido eu hiberno,
Não andarei mais uma légua.

Neste espaço bem decorado,
Os aromas têm sentido,
Um café bem ancorado,
Por companhia, o melhor amigo.

O melhor da vida está na simplicidade,
No saber agradecer por estar vivo,
Faz parte uma cumplicidade,
Um café,  por qualquer motivo.

Tão fácil.
Tão bom.

Maria Neves 

Imagens autorizadas// Coffee House

 

 

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