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Com um sorriso, chegas ao infinito.

Bem-vindo ao meu Blogue!

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31.05.22

Desafios no Canteiro


Maria Neves

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O Alecrim Tolentino e o Cacto Zabreu 

Zabreu:
Boa tarde Tolentino!
Tenho novidades fresquinhas.

Tolentino:
Então Zabreu, conta lá!

Zabreu:
Então ouvi dizer que vamos mudar de canteiro?

Tolentino:
Sim, é verdade, a jardineira já me penteou, para ficar mais verde, e com mais flores.

Zabreu:
Ah, tu sabias, porque não me disseste?

Tolentino:
Porque não me apeteceu.
E também tu, foste limpinho. Para ficares mais vermelho.
O Verdinho também vai.

Zabreu:
Olha, então temos que dividir o canteiro outra vez?

Tolentino:
Não Zabreu, vamos ficar todos separados, eu vou espreguiçar-me na relva.
Tu e Verdinho ficam em canteiros.

Zabreu:
Então e os vizinhos?
O Pica-Pica? O Manta Velha? O Espadaúdo? E os Mimosos?

Tolentino:
Ficam para manter a alegria deste canteiro.

Zabreu:
Também não falam com ninguém...

Tolentino:
Não te dão confiança!...
Comigo falam, estão tristes, mas compreendem, fica aqui a liderar o Pica-Pica.

Zabreu:
Não percebo, eu penso que vou dar as novidades, mas afinal já todos sabem mais do que eu! Porquê?

Tolentino:
Porque nunca estás satisfeito, estás sempre a reclamar!

Zabreu:
Eu sou Belo, e ninguém me elogia.

Tolentino:
Então se O sabes, agradece, não sejas tão parvinho.

Zabreu:
Eu parvinho!

Tolentino:
Sim, vês aqui outro?
Credo, vai ser até ao risoma a discutir.
Pois, aceita-te, e seremos amigos do Sol, do Canteiro, de qualquer espaço.
Está bem?

Zabreu:
Vou reflectir nisso.
Olha, e tu terás mais Sol que eu no relvado?

Tolentino:
Se não fosse assim, nem era Zabreu...

Maria Neves

29.05.22

Junto ao Rio


Maria Neves

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Junto ao rio

Ao fundo vejo a ponte romana,
A copa das árvores reflete no rio,
O cheiros que a verdura emana,
Chama o pato arredio.

O cisne branco em ritmo lento,
Sozinho, exibe a sua beleza,
No fundo do rio busca alimento,
Ali, ele tem toda a sua riqueza.

Todo aquele espaço tem magia,
Tem Paz, tem Luz, tem arvoredo,
Em Maio, o calor do fim do dia,
No parque, a natureza tem o seu segredo.

Ao seu ritmo a noite vai caindo,
As aves do dia, preparam a despedida,
Também eles amando vão sentindo,
Que passou mais um dia feliz na sua vida.

Maria Neves

17.05.22

Chuvas de Maio


Maria Neves

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Uma gota de água da chuva,
Tão pequenina e transparente,
Enobrece o local onde cai,
Traz esperança, germina a semente.

Pelo azul do céu passou,
Uma nuvem branca arredia,
Que num castelo se transformou,
Trouxe chuva ao fim do dia.

Caía sobre o solo seco,
Sentia-se o cheiro a terra molhada,
Contra os efeitos da seca,
A favor do trabalho da enxada.

Chuvas de Maio na cidade,
Também produzem riqueza,
Jardins exibem a sua vaidade,
Na sua magnífica nobreza.

Gotas de chuva em Maio

Maria Neves

 

 

 

15.05.22

O Tojo Amarelo Malaquias


Maria Neves

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Vivo num  paraíso,  não tenho dono,
É primavera, estou florido,
Todo eu Sou um espinho medonho,
Quem me tocar, ficará dorido.

De amarelo me vesti,
Sou destaque no pinhal,
Ninguém se chega aqui,
Sou "picudo", mas não faço mal.

Pertenço ao mundo verde esquecido,
Aquele que alguém pretende extinguir,
Quando chegar o verão fico impedrenido,
Pronto,  p'ro braseiro consumir.

Sou o Tojo Amarelo Malaquias,
Orgulho-me de ser quem sou,
As abelhas visitam-me todos os dias,
Serei mel, para quem em mim se picou.

Sou apenas o Tojo Amarelo Malaquias...

Maria Neves

https://pixabay.com/pt/photos/abelha-sandy-abelha-vassoura-5051216/

https://www.reformaagraria.pt/plantas/planta/tojo/

https://www.parquebiologico.pt/animais-plantas/flora/arvores-e-arbustos/item/tojo

 

12.05.22

Um Ano do meu Blogue


Maria Neves

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Um ano de Blogue 
COM UM SORRISO, CHEGAS AO INFINITO
Foi precisamente neste dia,  e neste local, que decidi colocar finalmente por escrito, as minhas vivencias pessoais, os meus personagens, o meu projeto criativo,  dando a conhecer a minha outra face.

Desde criança, sempre me senti atraída por livros. Muitos livros. Muitas estórias e muita história, muitas vivencias, muitos lugares, sem sair do quarto. E não só lia, como escrevia em prosa e poesia, sobre essencialmente a natureza, o amor adolescente, os trabalhos na quinta onde vivia,  mas não tinha coragem de os publicar.
Sim, parece-me que escreve com mais fluidez,  quem muito lê.
Em 2016,  fiquei entusiasmada, ao ler os Blogues do Sapo.

Como chegar aqui… ?
A Carreira em Enfermagem, absorvia-me muito tempo de vida. Mas é a profissão  que escolhi, e que adoro. Tempo no Hospital, na Empresa, e formação. Sempre gostei de viajar, estar com a família, e sempre pautei na busca incessante do conhecimento nas mais diversas áreas, na conquista de saberes,  no espaço e no tempo.

De frente para o mar, estávamos em pico da Pandemia, 12 de Maio de 2021.
Tinha rescindido com a Empresa por motivos pessoais, essencialmente para ter mais tempo, e atravessava um período menos bom na esfera pessoal.
Olhando o horizonte pensei,  vou começar a escrever…e vai ser já.
SAPO BLOGS!
Tem sido um ano de Complemento Pessoal,  que não consigo descrever.
Agradeço ao SAPO pela oportunidade de visualização do que escrevo.
Um profundo agradecimento aos autores que sigo, e que me seguem.

Sempre grata aos leitores diários em todo o mundo.
Nunca abandone um Sonho!
Resumo da interação no Blogue:
Posts= 160
Comentários=655
Favoritos= 273 

DESTAQUES SAPO= 8
Visualizações= 19.675//

Participação com três contos de Natal, no Livro Contos de Natal 2021.

PROJECTO: Livro de poesia// "Mares de palavras"- Em curso
Sempre grata,

Maria Neves

Fografias de Oscar Ferreira// Nau dos Corvos, Vista do arquipélago das Berlengas, Farol do Cabo Carvoeiro.

 

 

 

09.05.22

Onde?


Maria Neves

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Onde?
Onde em Agosto vi o eclipse lunar,
Onde cheirava a terra molhada,
Onde havia música no ar,
Onde se abraçava a enxada.

Onde se respirava calma,
Onde o riso era uma constante,
Onde existia espaço para a alma,
Onde tudo acabou num instante.
Onde?

Onde se alicerçou a arrogância,
Onde o Outro não foi respeitado, 
Onde venceu a intolerância,   
Onde o dinheiro foi mais valorizado.  

Onde é escuro em noite de luar,
Onde,  a esperança e a fé partiram,
Onde,  não se sai do mesmo lugar,
Onde tantos sonhos sumiram.
Onde?

Maria Neves

03.05.22

Ondas de Vento


Maria Neves

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À tarde olhei o oceano,
O brilho das águas,
O mar em frente soberano,   
Não vi guerras, não vi mágoas.

Tanta luz, e a voz da esperança,
Tantas mensagens as ondas enviam,
Tantos sopros  de mudança,
Sobre aquelas rochas caiam.

Uma gaivota cantava do alto,
Branca, semeava liberdade,
Não havia serra ou planalto,
Onde pousasse a sua verdade.

Foi-se perdendo nas ondas de vento,
Encontrando-se nas marés,
O destino tem o seu tempo,
Ela tem o mar a seus pés .

Maria Neves 

 

 

 

 

 

01.05.22

O Outro Lado


Maria Neves

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O outro Lado do Ser,
Do outro lado na Terra,
Onde o destino é Sofrer,
Onde passa uma nuvem de Guerra.

Não, não posso ficar satisfeita,
Vivendo num mundo de fachada,
Onde a maldade espreita,
Pela janela fechada.

O mundo tem a porta trancada,
Para a verdade não poder entrar,
P'ra fazer valer a razão elencada,
A quem não consegue escapar.

Há armas em todos os lugares,
Onde existe alguém que padece,
Onde haverá sempre talares,
Onde persiste sempre uma prece.


Maria Neves