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Com um sorriso, chegas ao infinito.

Bem-vindo ao meu Blogue!

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10.11.25

A Garça Real do Prado Verde


Maria Neves

 

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Linda manhã de Novembro, 

O sol brilhava na relva orvalhada, 
Tela real, que não lembro,
A Garça  Real deambulava. 

Por entre as laranjeiras do Prado,
Procurava o majestoso manjar,
Um sapo foi consagrado,
Para o desejo concretizar. 

Mais abaixo, desceu ao rio,
Era o seu dia de sorte,
Um peixe foi desafio,
Já não importava o seu porte.


Passeando nas margens do rio,
Parou debaixo do amieiro dourado, 
A sua família do ninho emergiu,
A mãe trouxe o manjar desejado.

No final da tarde fria, 
Junto à cascata cantou, 
Talvez grata pelo seu dia, 
Energicamente, bateu as asas e se abraçou.



Maria Neves

















 

 

 

 

 

 

 

 

08.11.25

O Tojo Amarelo Malaquias


Maria Neves

 

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Vivo num  paraíso,  não tenho dono,   
É Novembro, estou florido,    
Todo eu Sou um espinho medonho,       Quem me tocar, ficará dorido.

De amarelo me vesti,
Sou destaque no pinhal,
Ninguém se chega aqui,
Sou "picudo", mas não faço mal.

Pertenço ao mundo verde esquecido,
Aquele que alguém pretende extinguir,
Quando chegar o verão fico impedrenido,
Pronto,  p'ro braseiro consumir.

Sou o Tojo Amarelo Malaquias,
Orgulho-me de ser quem sou,
As abelhas visitam-me todos os dias,
Serei mel, para quem em mim se picou.

Sou apenas o Tojo Amarelo Malaquias, em Novembro.

Maria Neves

(2.ª Versão )