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Com um sorriso, chegas ao infinito.

Bem-vindo ao meu Blogue!

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31.05.22

Desafios no Canteiro


Maria Neves

O Alecrim Tolentino e o Cacto Zabreu  Zabreu: Boa tarde Tolentino! Tenho novidades fresquinhas. Tolentino: Então Zabreu, conta lá! Zabreu: Então ouvi dizer que vamos mudar de canteiro? Tolentino: Sim, é verdade, a jardineira já me penteou, para ficar mais verde, e com mais flores. Zabreu: Ah, tu sabias, porque não me disseste? Tolentino: Porque não me apeteceu. E também tu, foste limpinho. Para ficares mais vermelho. O Verdinho também vai. Zabreu: Olha, então temos que (...)
29.05.22

Junto ao Rio


Maria Neves

Junto ao rio Ao fundo vejo a ponte romana, A copa das árvores reflete no rio, O cheiros que a verdura emana, Chama o pato arredio. O cisne branco em ritmo lento, Sozinho, exibe a sua beleza, No fundo do rio busca alimento, Ali, ele tem toda a sua riqueza. Todo aquele espaço tem magia, Tem Paz, tem Luz, tem arvoredo, Em Maio, o calor do fim do dia, No parque, a natureza tem o seu segredo. Ao seu ritmo a noite vai caindo, As aves do dia, preparam a despedida, Também eles amando (...)
17.05.22

Chuvas de Maio


Maria Neves

Uma gota de água da chuva, Tão pequenina e transparente, Enobrece o local onde cai, Traz esperança, germina a semente. Pelo azul do céu passou, Uma nuvem branca arredia, Que num castelo se transformou, Trouxe chuva ao fim do dia. Caía sobre o solo seco, Sentia-se o cheiro a terra molhada, Contra os efeitos da seca, A favor do trabalho da enxada. Chuvas de Maio na cidade, Também produzem riqueza, Jardins exibem a sua vaidade, Na sua magnífica nobreza. Gotas de chuva em Maio Maria Neves (...)
15.05.22

O Tojo Amarelo Malaquias


Maria Neves

Vivo num  paraíso,  não tenho dono, É primavera, estou florido, Todo eu Sou um espinho medonho, Quem me tocar, ficará dorido. De amarelo me vesti, Sou destaque no pinhal, Ninguém se chega aqui, Sou "picudo", mas não faço mal. Pertenço ao mundo verde esquecido, Aquele que alguém pretende extinguir, Quando chegar o verão fico impedrenido, Pronto,  p'ro braseiro consumir. Sou o Tojo Amarelo Malaquias, Orgulho-me de ser quem sou, As abelhas visitam-me todos os dias, Serei (...)
12.05.22

Um Ano do meu Blogue


Maria Neves

Um ano de Blogue  COM UM SORRISO, CHEGAS AO INFINITO Foi precisamente neste dia,  e neste local, que decidi colocar finalmente por escrito, as minhas vivencias pessoais, os meus personagens, o meu projeto criativo,  dando a conhecer a minha outra face. Desde criança, sempre me senti atraída por livros. Muitos livros. Muitas estórias e muita história, muitas vivencias, muitos lugares, sem sair do quarto. E não só lia, como escrevia em prosa e poesia, sobre essencialmente a (...)
09.05.22

Onde?


Maria Neves

Onde? Onde em Agosto vi o eclipse lunar, Onde cheirava a terra molhada, Onde havia música no ar, Onde se abraçava a enxada. Onde se respirava calma, Onde o riso era uma constante, Onde existia espaço para a alma, Onde tudo acabou num instante. Onde? Onde se alicerçou a arrogância, Onde o Outro não foi respeitado,  Onde venceu a intolerância,    Onde o dinheiro foi mais valorizado.   Onde é escuro em noite de luar, Onde,  a esperança e a fé partiram, Onde,  não se sai do (...)
03.05.22

Ondas de Vento


Maria Neves

  À tarde olhei o oceano, O brilho das águas, O mar em frente soberano,    Não vi guerras, não vi mágoas. Tanta luz, e a voz da esperança, Tantas mensagens as ondas enviam, Tantos sopros  de mudança, Sobre aquelas rochas caiam. Uma gaivota cantava do alto, Branca, semeava liberdade, Não havia serra ou planalto, Onde pousasse a sua verdade. Foi-se perdendo nas ondas de vento, Encontrando-se nas marés, O destino tem o seu tempo, Ela tem o mar a seus pés . Maria Neves     (...)
01.05.22

O Outro Lado


Maria Neves

O outro Lado do Ser, Do outro lado na Terra, Onde o destino é Sofrer, Onde passa uma nuvem de Guerra. Não, não posso ficar satisfeita, Vivendo num mundo de fachada, Onde a maldade espreita, Pela janela fechada. O mundo tem a porta trancada, Para a verdade não poder entrar, P'ra fazer valer a razão elencada, A quem não consegue escapar. Há armas em todos os lugares, Onde existe alguém que padece, Onde haverá sempre talares, Onde persiste sempre uma prece. Maria Neves            
29.04.22

Sopros de Alento


Maria Neves

  Sem ver o mar,         Sem sentir na falésia o rugir do vento, Sem sentido para caminhar,   Um "suplício" que ainda hoje não entendo. Foi algum tempo de clausura, Ninguém poderá entender, Numa completa amargura, Do nascer do dia, ao anoitecer. Invadida de angústias, e do que a medicina estabeleceu, Não, não pode ser, O que nunca imaginei aconteceu, Uma atrás da outra, fazer-me-há crescer. Um sopro de vida acontece, Quando a rua te parece outro país , Quando te (...)