A Garça Real do Prado Verde
Maria Neves



Linda manhã de Novembro,
O sol brilhava na relva orvalhada,
Tela real, que não lembro,
A Garça Real deambulava.
Por entre as laranjeiras do Prado,
Procurava o majestoso manjar,
Um sapo foi consagrado,
Para o desejo concretizar.
Mais abaixo, desceu ao rio,
Era o seu dia de sorte,
Um peixe foi desafio,
Já não importava o seu porte.
Passeando nas margens do rio,
Parou debaixo do amieiro dourado,
A sua família do ninho emergiu,
A mãe trouxe o manjar desejado.
No final da tarde fria,
Junto à cascata cantou,
Talvez grata pelo seu dia,
Energicamente, bateu as asas e se abraçou.
Maria Neves
