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Com um sorriso, chegas ao infinito.

Bem-vindo ao meu Blogue!

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29.04.22

Sopros de Alento


Maria Neves

  Sem ver o mar,         Sem sentir na falésia o rugir do vento, Sem sentido para caminhar,   Um "suplício" que ainda hoje não entendo. Foi algum tempo de clausura, Ninguém poderá entender, Numa completa amargura, Do nascer do dia, ao anoitecer. Invadida de angústias, e do que a medicina estabeleceu, Não, não pode ser, O que nunca imaginei aconteceu, Uma atrás da outra, fazer-me-há crescer. Um sopro de vida acontece, Quando a rua te parece outro país , Quando te (...)
09.02.22

Presença


Maria Neves

Saber ouvir-Se, Saber esperar, Permitir-se apenas Ser. Sem ruídos. O Sol entra e brilha. Todos conhecem o seu Valor. Mesmo nos dias nublados, não se Vê, mas está lá, E volta a brilhar, no fim da nuvem passar. É tudo uma questão de tempo. É tudo uma questão do Ser. Maria Neves
21.01.22

A Écharpe


Maria Neves

Sair numa manhã fria, Porque o sol brilha, mas não aquece, Usar a bendita écharpe, alivia, Enaltece a minha prece. Coloco a minha écharpe favorita, Conforta-me o peito com seu calor, Lembro o dia em que escolhi a dita, Na Veneza do Báltico, oferecida com amor. A écharpe também tráz a saudade, Que me transporta para outro lugar, Ao lugar onde, com a minha outra metade, Fizemos promessa em voltar. Em Estocolmo cai neve com sonhos, O clima da ternura, tornou-se agreste, Não pela (...)
20.01.22

Detrás da Serra


Maria Neves

Detrás da serra vinham os ventos de Espanha, Detrás da serra saia o sol nascente, Detrás da serra tinha esperança tamanha, Que só terminaria com o sol no poente. Detrás da serra toda branquinha, Uma nuvem escura me alertou, Continua vivendo de mansinha, Que a vida não te atraiçoou. Olhando o mar, lembro a serra da beira, Os ideais que me despertou, A estrada da vida que é traiçoeira, Não esqueci, o que me alertou. Cresci, olhando a serra ao nascer do dia, Da janela, via-a como (...)
09.01.22

As Escadas da Poesia


Maria Neves

Ao primeiro degrau eu soltei um olhar, O quanto seria difícil subir, Não é do meu temperamento recuar, Mas que projecto, me havia incumbir? Soltando palavras ao vento, Encontrei sempre um sentido, Sempre ocupei o meu tempo, Escrevendo algo, importante vivido. Três degraus foram pisados, Os meses rápido passaram, Três degraus foram beijados, Estórias e rimas se encontraram. Ao sexto degrau olhei o fundo da escada, Pensei, aonde tudo isto me levaria, Não estava arrependida de nada, (...)