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Com um sorriso, chegas ao infinito.

Bem-vindo ao meu Blogue!

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09.02.24

Horizontes De Espuma


Maria Neves

Avisto o rochedo, no mar inquieto, Repouso o olhar, ao longo da ponte, Esperança cativa, neste mundo manieto, Talvez as respostas no horizonte. Sente-se o cheiro da primavera no ar, Voltam os pássaros que seguem a rota, Olhando para cima, não vejo um altar, No oceano, nem barco nem frota. Olhando em frente do nada, Ouve-se uma voz que não fala, proclama, A sua mentira sublimemente ensaiada, Num tom moribundo que já não inflama. Olhando de cima, piso este chão, A pedra branca, (...)
07.01.24

Lentes De Bruma


Maria Neves

Ao longe o mar azul desafia, Conta histórias aos rochedos, Só eles sabem, eu nada sabia, Que o mar também, esconde segredos. Sopra o vento frio do Norte, Da onda, voa a espuma gelada, Toca no sopro, no desnorte, Onde a humanidade se vê trancada. Viajando pelo horizonte, Onde o desejo confunde, Onde o forte se esconde, Onde o profundo do Ser, Sucumbe. Ao crepúsculo, lentes de bruma, O manto voraz da mentira, Em que a verdade não se acostuma, No rumo que nunca assentira. Maria Neves   (...)
11.12.23

Primavera Em Dezembro


Maria Neves

Estou tão triste neste canteiro, Outros,  floridos e encantados, É só chuva, e nevoeiro, E os meus botões abotoados. Quero o frio de Dezembro, Quero o corrupio do vento norte, Sou pequenina, mas não lembro, Um Tempo com tanto desnorte. As roseiras estão floridas, As canas crescem no desfiladeiro, As palmeiras tem folhas compridas, Eu, de botões cheia no canteiro. Sou só uma pequena cameleira, Que oferecia flores pelo Natal, Mas o tempo trocou-me as voltas, E não, não haverá (...)
02.10.23

Não, Ninguém Quer Ver


Maria Neves

A noite de luar acabou, O horizonte vermelho de frente, O tempo, esse mudou, Não posso ficar indiferente. Assemelha -se a um manto, Que desliza para um lado, Não, não há pranto, Apenas alguém abalado. Todos olham a nuvem que passa, Há tempestade no Ser, Nem terra, nem monte afasta, Porque há nuvem, mas não vai chover! Acontece, é um fardo pesado, Não, Ninguém quer ver, Mais fácil viver no passado, Ser obediente, e nada resolver. Vejo o mar que viaja em vai-e-vem, Viajo no (...)
08.09.23

Nunca Poderei Esquecer


Maria Neves

  O ruído do vento que sopra da serra, O ranger da porta que se fechou, O grito da esperança que sai da terra, O que o tempo não levou. Sigo na direção dos meus sentidos, Que há muito tempo deixei, Onde sonhos foram vividos, Onde com a coruja, à noite cantei. Sigo por pontes de pau, Debaixo, uma torrente de lama, Mas o caminho não será tão mau, Quando algo muito bom me chama. Não esqueço o Dezembro frio, O calor da lareira, a oração, O autor do livro, o trovão, e o rio, (...)
26.08.23

A Fonte da Pena


Maria Neves

  Pela estrada da noite viajei, Toquei na névoa do amanhecer, No cume da serra pernoitei, Percorri léguas a descer. Procurei na berma da estrada, Uma fonte com água fresca, Só encontrei erva castrada, Em solo árido, nada refresca. Rios e mares do Sul guardais, As mais frescas águas do desejo, Sussurrem vossos caudais, Que sobre este calor tórrido, almejo. De repente, avisto da ponte, A pêga branca que voa serena, Verdes jardins na base do monte, Encontro, a Fonte da Pena. (...)
24.08.23

Essências da Noite


Maria Neves

O céu é cor de fogo, Ao crepúsculo, sobre a serra, Vivências, com algo de novo, Cheiros de mar e de terra. A noite cai poderosa, O luar desfaz a escuridão, A coruja, exibe sua voz charmosa, Este lugar não tem multidão. Madressilva, bétula, bergamota, Juntam essências na maresia, Do céu da noite, não cai uma gota, Mas a brisa do mar, faz a cortesia. Algarve em Agosto... Maria Neves  
17.07.23

Berlengas


Maria Neves

  O azul das águas relembra, Com a clareza dos tempos, Tudo o que não temos certeza, Volta na mudança dos ventos. Nos rochedos da ilha me sentei, Troquei sonhos por palavras soltas, O horizonte longínquo avistei, Acariciando ondas revoltas. As gaivotas planavam na noite escura, Deixavam no espaço seus ais, Ali a natureza, nada descura, O mundo mora no cais. Na ilha ... Maria Neves Fotografias: Susana Neves e Joana Lourenço            
22.05.23

Oceano Azul


Maria Neves

Oceano Azul Algures eu procurei, Quando tudo era incerto, Quando longe encontrei, O que sonhara por perto. Lembro os ventos da serra, Lembro noites junto ao mar, Lembro um cheiro de terra, Sentido num simples olhar. Uma vida cheia de vida, Uma música vinda do Norte, Numa praia esquecida, Onde a onda mostra o seu porte. Lembranças de um lugar, De uma brisa vinda do sul, No fundo do teu olhar, Existe um Oceano Azul. Maria Neves            
22.04.23

Em Abril Soltei o Olhar


Maria Neves

Em Abril procurei o sol, Por entre as nuvens encontrei, Entre vales estendi o lençol, No cume da serra descansei. Percorri caminhos, andei devagar, Procurei um lugar por descobrir, Onde a coruja voasse a cantar, Onde visse estrelas cair. Lá do alto da serra viajei, Com as asas da harmonia, Tantos sonhos encontrei, Quanta paz em sincronia. O Sol voltou ao amanhecer, Já sem nuvens para afastar, O dia passa a correr, Em Abril soltei o olhar. Maria Neves