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Com um sorriso, chegas ao infinito.

Um espaço, que descreve a minha atitude perante a vida. Viver com um sorriso, perspectivando um futuro melhor. Sorri sempre!

Com um sorriso, chegas ao infinito.

Um espaço, que descreve a minha atitude perante a vida. Viver com um sorriso, perspectivando um futuro melhor. Sorri sempre!

03.12.21

Não deixes de Ser quem foste


Maria Neves

  Depois de tantas batalhas,  Não deixes de ser quem foste,  Sempre encontraste muralhas, Não foste semblante de acoste. O mundo é redondo, mas finito, Não tenhas medo da distância, Nada objetivo é um mito, A persuasão, tem tolerância. Realizar um sonho é Ser, um Ser real, Imensas barreiras, muitos ideais, Não existe qualquer mal, Não há bons caminhos desleais. Maria Neves      
01.12.21

Uma manhã de Dezembro


Maria Neves

Pela manhã, ao longe o mar cinzento, Faz-me aproximar para perceber, Se é verdade, ou é a chuvinha que cai lento, De perto vou ver para querer! O mar mudando de cor eu não lembro, A chuvinha parou, o sol despertou, Era uma manhã de Dezembro, Que um pouco atónita me deixou. O vento soprando do norte despertou, As ondas, com o sol foram brincar, E a manhã de Dezembro conquistou, Uma vista nobre, sobre uma tela invulgar. A chuva, o mar e o sol despertaram os meus sentidos, Numa (...)
29.11.21

Uma Luz na Escuridão


Maria Neves

Olhando o céu ao crepúsculo, solto um grito, Uma árvore despida na minha direção, Mostra o quanto o nosso Ser é finito, Esperando uma luz na escuridão. As luzes de natal já começam a brilhar, O frio, a humidade e um grão de vida, Faz-se reconhecer em cada olhar, Será uma luz na escuridão, atrevida. A ausência tortura, e não apela à razão, A dor que se sente em não poder tocar, Procura-se uma luz na escuridão, Para algum conforto encontrar. Por cada dia de vida vivida, Sen (...)
24.11.21

A voz do vento


Maria Neves

Como é bom ouvir a voz do vento passar, As ondas obedecem-lhe com prontidão, No Forte da Luz,  ouvem-se rebentar, Por um raio de luar, vejo a sua imensidão. Uma noite de outono fria e escura, Trás pensamentos duma infância vivida, As montanhas tratavam o vento com ternura, Sinónimo duma infância nunca  esquecida. Noites  brancas de geada, brilhavam como vidro, Falava-se de Eça, Pessoa ou religião, Eu sempre preferi o meu livro, Outros viam o mundo na televisão. Hoje recordo (...)
06.11.21

A cisterna do azeite


Maria Neves

Fico em lugar escuro, Guardaram em mim um tesouro, Sempre estive atrás do muro, Dentro de mim existiu ouro. Sou em pedra preta Ónix talhada, Se soubessem os meus segredos, Estaria polida e arrumada, Sou de um peso dos degredos. O meu destino ninguém conduz, Mesmo vazia sou um deleite, Tenho três séculos de Luz, Sou pesada para enfeite. Guardei o azeite dos ancestrais, O ouro antigo do mundo, Que brilhou  como cristais, Iluminei a festa,  e o defunto. Uma certeza tenho comigo, Nunc (...)
30.10.21

Um doce com amor e mais nada


Maria Neves

Numa noite de temporal, Ouvindo o rugir do vento, A chuva caía em bátegas cor de prata sobre a janela, O bater das ondas na muralha estimulava os sentidos. E eu, olhando, sentindo  e pensando. Tão real!  A noite de Outono perfeita. Sabia tão bem um doce para sobremesa. Um doce, Eu...! Pois, simples e muito bom. Servido envolvido com laços de ternura e muito amor. Receita: 1 cacho de uvas roxas sem grainhas,    4 bolachas recheadas de chocolate negro,   1 iogurte de copo de (...)
26.10.21

A Pedra no Sapato


Maria Neves

Porque sorris na tempestade? Porque vês a realidade no teu prisma óptico, conectado  à reflexão, e não pelo que vais ouvindo,  tantas vezes destorcido e conveniente. Porque não tens objectivos de vida mais comuns? Porque  para ti o trabalho nunca foi uma obrigação,  mas uma forma de estar bem contigo e ganhar o teu pão. Então, serás  - "A pedra no sapato". Sem teres qualquer culpa,  numa sociedade doente, existe dor na sua  imaginária ferida do orgulho e na futilidade (...)
25.10.21

O trovisco


Maria Neves

  Procurei numa tarde de Outono, Pela floresta  e perto do mar, Onde existisse vida sem dono, Onde pudesse repousar o olhar. Nos locais inóspitos descobri, Plantas lindas selvagens, Pela sua genuinidade escrevi, Não serão apenas ervagens. Passeando de manhã pela mata, As folhas douradas iam caindo, Acima o Trovisco verdejava, E exalava um cheiro distinto. Aprendi que era tóxico, não se poderia tocar, Da mitologia à botânica a sua história empolgava,        O Deus Apolo (...)
19.10.21

Olhando o cume da Serra


Maria Neves

Olhando o cume da Serra ao entardecer, Bem alto, bem  perto do céu, Que antecede o esperado anoitecer, Aquele fim de dia, seria o meu troféu. Olhando o anel dourado que o sol desenhava,    Por entre os pinhais, que se curvam ao vento,    Dando uns passos, já ao crepúsculo pensava,     Nao,  não  desvies em ti, teu  intento. Olhando o céu na noite escura, Brilham as estrelas e a Lua, Não haverá maior amargura, Para quem desse brilho se exclua. Não, não olhes para trás, Seg (...)
13.10.21

O arranjo de Outono


Maria Neves

Sentada na esplanada do Parque, Olhando a garça real no cimo da cascata,     O Outono colorido  é uma Obra de Arte,  O sol sobre a água, forma túneis de prata. Se bem o pensei, assim me levantei, Terminei a bebida e fui a caminho,  Folhas secas de várias cores encontrei,           O arranjo de Outono selvagem, acarinho. O Outono é a minha estação preferida, Gosto das cores e dos cheiros,   Gosto do Sol à tarde na sua partida, Como quem aprecia o sabor de um (...)