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Com um sorriso, chegas ao infinito.

Bem-vindo ao meu Blogue!

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20.04.22

O alecrim Tolentino e o cacto Zabreu


Maria Neves

Zabreu:      Querias vento Tolentino?   Para te limpar as poeiras do Norte de África,     As teias de aranha, As flores secas, As folhas velhas, Ai o tens, alecrim. Não sei como consegues,  manter essa verdura toda!... Sou um cacto infeliz, vermelho, que foi tão bonito. Estou feio e velho. Nem no Deserto suportei ventania assim. Gelado. Seco. Estou quase pelado. Estou a ficar roxo de frio. Tolentino: Farto de tanta amargura forjada, o Tolentino ramalhudo respondeu:     Ingra (...)
30.07.21

Lembranças de um Cacto


Maria Neves

Lembranças de um Cacto  Moro numa zona privilegiada, Sou verde,  e tenho esperança, Tenho uma existência invejada, Sou  um cacto, com lembrança. Lembro no Inverno passado, Todas as noites  fui visitado, Todas as noites fui urinado, Por um gatinho mal amado. De repelentes a câmara de filmar, Tudo colocaram para me defender, Até que me cresceu um pico maior, E, pus o infeliz uns dias a arder. Ter que suportar o gato, e o vento sul, A dona da casa  e a Pandemia, Até arrancado (...)
12.07.21

A garça real


Maria Neves

A garça real Sou real por natureza,    Não precisei de linhagem, Encontrei o palácio na natureza,   Faço parte desta paisagem. Tenho um fotógrafo por amigo,  Todos os dias faz esta viagem,    Gostaria de fotografar como eu vivo, Entrar no pântano,  é preciso coragem. Ele quer que eu faça pose,   Mas não lhe vou dar esperança,  Sou uma garça real,   Não lhe vou dar confiança. Vivo aqui com o  meu clã,   Neste lugar exemplar,   Estou sempre aqui de manhã, E (...)
08.07.21

Minha querida almofada


Maria Neves

Minha querida almofada Como seria viver sem ti, Quando chego a casa cansada, É meia noite,  não desisti, Minha querida almofada. Sempre foste a melhor amiga, Em ti,  confio os meus segredos, Aguentas o vira- vira,    Amorteces os meus pesadelos. Significas tanto para mim, Que até já,  comigo viajaste, Não há cá em casa, (...)
03.07.21

A tragédia do faustoso


Maria Neves

A tragédia do faustoso É o que eu sinto quando vejo, Um "pobre" rico a passar, A tragédia do faustoso, Já se faz anunciar. Mais vale ser sempre pobre, Que certas figuras fazer, Tanto ouro, e tanta pose, Nada o faz enobrecer. Não te olha de frente, A vida foi sempre uma tragédia, Tem medo  do mau olhado, tem medo de toda a gente,    Uma verdadeira comédia. Como será assim viver, Com muito dinheiro e muito medo, Uma vida a viajar sem o Ser,  Ter o brilho de um rochedo. Nunca (...)
02.07.21

Há inimigos em todo o lugar


Maria Neves

Há inimigos em todo o lugar ... Olá!  Eu sou a Aurora. Não sou boreal, Sou uma simples galinha do campo, Foram-me buscar à montanha, P'ra lá duma semana, Isto é surreal. Já tive uma mansão e poleiro, Um "Eldtuppen" cheio de charme, Vivo agora no celeiro, Não há motivo para alarme. Sou rebelde,  não tenho medo, Do que os humanos possam pensar, Eu tenho um projeto para os meus pintos, Para a montanha voltar. Existem inimigos em todo o lugar, Sem galo,  e filhos para criar, Q (...)
16.06.21

Uma princesa invulgar


Maria Neves

Uma princesa invulgarConta a história que uma linda Princesa, Morava no seu Palácio, Com o Seu Príncipe encantado. Ela  descobriu  por acaso, Que já não tinha quase nada. Porque o archote,  que no escuro  a iluminava, Já tinha a vela queimada.  Parecia uma alegoria, Nunca imaginando tal façanha,  pois então, Ele, foi  roubando o que podia, Enquanto  que,  a luz que que o iluminava no escuro, Dava a sua  Amada,  a luz do dia.  Ela tinha Sabedoria...  Confrontado com (...)