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Com um sorriso, chegas ao infinito.

Bem-vindo ao meu Blogue!

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09.02.24

Horizontes De Espuma


Maria Neves

Avisto o rochedo, no mar inquieto, Repouso o olhar, ao longo da ponte, Esperança cativa, neste mundo manieto, Talvez as respostas no horizonte. Sente-se o cheiro da primavera no ar, Voltam os pássaros que seguem a rota, Olhando para cima, não vejo um altar, No oceano, nem barco nem frota. Olhando em frente do nada, Ouve-se uma voz que não fala, proclama, A sua mentira sublimemente ensaiada, Num tom moribundo que já não inflama. Olhando de cima, piso este chão, A pedra branca, (...)
17.07.23

Berlengas


Maria Neves

  O azul das águas relembra, Com a clareza dos tempos, Tudo o que não temos certeza, Volta na mudança dos ventos. Nos rochedos da ilha me sentei, Troquei sonhos por palavras soltas, O horizonte longínquo avistei, Acariciando ondas revoltas. As gaivotas planavam na noite escura, Deixavam no espaço seus ais, Ali a natureza, nada descura, O mundo mora no cais. Na ilha ... Maria Neves Fotografias: Susana Neves e Joana Lourenço            
01.11.22

Segredos das Ondas


Maria Neves

  Como poder ficar indiferente, Mesmo que o cansaço se imponha, Ao por do Sol no poente, Ao mar cálido na tarde risonha. Olho cada pequena onda, Beijar devagarinho o rochedo, Perto de mim faz a sua ronda, Parece que esconde um segredo. Segredos do mar, Segredos dos tempos, Procurando apenas amar, Nem que seja só uns momentos. Porque o sol está quente, Porque a chuva acontece, Porque o Outono desmente, O que se assemelha a uma prece. Maria Neves  
08.08.22

Sem Ondas


Maria Neves

O mar cálido e brilhante, Toca nas rochas silencioso, Não há ondas, não há vento, Tudo aqui é majestoso. Não há névoa no horizonte,   Não sinto a falta do vento, Não se anuncia Levante,    Sinto-me saindo do tempo. Do outro lado do mar, Do outro lado do Sol, Para além de um simples olhar, Existe um inatingível farol. Maria Neves    
01.07.22

Inegável


Maria Neves

Um raio de sol, Uma gaivota faminta, Em frente um farol, Não há visão que desminta. Frente a imensidão do mar, Ninguém fica indiferente, Quer à luz do Luar, Quer à luz do Sol no poente. O nosso mundo é um poço, Muita ganância, muita vida sombria, Onde o Ser perpectua o seu esboço, No fundo da sua umbria. Cada dia passa veloz, Para quem se desnuda em verdade, Para aqueles que não têm voz, Nasce o sonho para a liberdade. Saber Ser prudente, Projectar confiança, Difícil (...)
30.06.22

Milénio Sombrio


Maria Neves

O mundo precisa de Paz. Sim. Poderá  ser um  "cliché" esta afirmação, até ingénua talvez, mas não é. Primeiro uma Pandemia, confinamentos, restrições, finalmente as vacinas, e as célebres correntes negacionistas. Ainda em "rescaldo" da Pandemia, a Intervenção Militar pela Federação Russa à Ucrânia . Desastroso, como todas as Guerras.Tanto sofrimento, para concretizar os objectivos duma Pessoa que não respeita o Outro. Onde os alvos militares são uma morgue de (...)
22.06.22

Noite de Verão


Maria Neves

Noite quente de verão, sempre lembrada, O céu estava limpo e estrelado, O luar brilhava na enseada, O amor, estava mesmo ali ao lado. Nas dunas sentia a brisa do mar, A música que vinha do bar chamava, Mas nada haveria para desviar, Quem o amor verdadadeiro encontrava. Penso sempre neste lugar, Outrora fonte de amor e desejo, Onde o sol se põe no seu esplendor, Onde quem olha o mar, antecipa um beijo. Não haverá idade para amar, Não haverá alma à solta neste lugar, Não (...)
12.05.22

Um Ano do meu Blogue


Maria Neves

Um ano de Blogue  COM UM SORRISO, CHEGAS AO INFINITO Foi precisamente neste dia,  e neste local, que decidi colocar finalmente por escrito, as minhas vivencias pessoais, os meus personagens, o meu projeto criativo,  dando a conhecer a minha outra face. Desde criança, sempre me senti atraída por livros. Muitos livros. Muitas estórias e muita história, muitas vivencias, muitos lugares, sem sair do quarto. E não só lia, como escrevia em prosa e poesia, sobre essencialmente a (...)
29.04.22

Sopros de Alento


Maria Neves

  Sem ver o mar,         Sem sentir na falésia o rugir do vento, Sem sentido para caminhar,   Um "suplício" que ainda hoje não entendo. Foi algum tempo de clausura, Ninguém poderá entender, Numa completa amargura, Do nascer do dia, ao anoitecer. Invadida de angústias, e do que a medicina estabeleceu, Não, não pode ser, O que nunca imaginei aconteceu, Uma atrás da outra, fazer-me-há crescer. Um sopro de vida acontece, Quando a rua te parece outro país , Quando te (...)
13.02.22

O canto do Corvo


Maria Neves

Há Corvos a cantar  Estávamos em Abril, o dia estava quente, o céu estava limpo, mas o vento  soprava de sudoeste.  Eu estava a estudar para uma  "Frequência" no sótão da casa. Ouvia-se o som do cantar do Corvo no pinhal da Quinta,  situada na Beira Litoral. Ave preta,  muito inteligente e não pronúncio do mal. Segundo os trabalhadores agrícolas era um " boletim meteorológico ". Quando ouvíamos o canto do Corvo ao fim da tarde,  haveria  queda de chuva nos dias (...)