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Com um sorriso, chegas ao infinito.

Bem-vindo ao meu Blogue!

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12.09.22

Um Vento Quente Que Sopra


Maria Neves

É um vento quente que sopra, Uma chuva morna que cai, Pouco a pouco o Outono se mostra, E assim o Verão quente se vai. Sorvo um café,  Sons da natureza à minha beira, Flores amarelas perfumam com fé, Contemplo à minha maneira. As folhas douradas vão caindo, Raios de sol nuvens rasgando, Enobrece uma tarde partindo, A nostalgia do Verão vai ficando. Maria Neves
12.08.22

Fecho os olhos


Maria Neves

No silêncio da noite, Algures, a porta fechada, Aqui não há quem pernoite, Só as trevas, ocupam a estrada. O tempo velozmente  passou, Perdi sonhos gigantes, Desde que o último passo me levou, Aonde fiquei,  apenas instantes. A rota da vida segue o sentido da Luz, Para onde foi a minha treva? No meu trajecto,  a sombra reluz, Ao entardecer, no bosque na serra. Penso no que o tempo criou, Nasceram riachos de água pura, Amanhã, Eu serei quem Sou. No sitio, onde a existência (...)
08.08.22

Sem Ondas


Maria Neves

O mar cálido e brilhante, Toca nas rochas silencioso, Não há ondas, não há vento, Tudo aqui é majestoso. Não há névoa no horizonte,   Não sinto a falta do vento, Não se anuncia Levante,    Sinto-me saindo do tempo. Do outro lado do mar, Do outro lado do Sol, Para além de um simples olhar, Existe um inatingível farol. Maria Neves    
22.07.22

Doces e Verdes Árvores


Maria Neves

Dobramos aos ais, Sob a fúria do vento forte, Nos bosques e pinhais, Chega o braseiro do desnorte. Hoje sou verde e vibrante, Amanhã talvez, um tição na lareira, Enquanto me inclino ao sol da manhã, Nasci raiz, não sou uma guerreira. Vivemos no desassossego, Dia e noite em montes e vales,   Sempre envoltas no medo, Do inferno, nas mãos de todos os males. Somos o pulmão da terra, Sem árvores não haverá vida, Enquanto tudo fica cinza e morto, Chora-se a nossa partida. M (...)
02.07.22

O Lugar onde o Corvo Canta


Maria Neves

Quando um dia me retirei, Triste e sem perceber, Porquê deixar o que tanto amei, Em busca da paz para viver. O Sol brilha nas águas do rio, Nunca se fez anunciar, Ele escolhe a hora do dia, Em que  volta e decide brilhar. Com o passar do tempo decidi, Colocar tudo no seu lugar, Se há factos que não esqueci, É que nunca me irei acostumar. O tempo mudou o rumo da viagem, Sou parte do lugar onde o Corvo canta, Onde o que passou foi miragem, Onde o que se passará, já não me espanta. Ma (...)
01.07.22

Inegável


Maria Neves

Um raio de sol, Uma gaivota faminta, Em frente um farol, Não há visão que desminta. Frente a imensidão do mar, Ninguém fica indiferente, Quer à luz do Luar, Quer à luz do Sol no poente. O nosso mundo é um poço, Muita ganância, muita vida sombria, Onde o Ser perpectua o seu esboço, No fundo da sua umbria. Cada dia passa veloz, Para quem se desnuda em verdade, Para aqueles que não têm voz, Nasce o sonho para a liberdade. Saber Ser prudente, Projectar confiança, Difícil (...)
11.06.22

Asa Partida


Maria Neves

No silêncio da noite,     No meio da serra, De asa partida, Não passo da terra. Sou uma coruja, que viaja pelas estrelas Olho o céu estrelado, e vejo a Lua, No meio da noite, solto o meu canto, Viajo no chão, negra e nua, Foi-se a asa e o encanto. Sou uma coruja, que viaja pelas estrelas Na noite escura, vejo um mundo parado, Olho a copa do castanheiro, Não voo, não vou a outro lado, Estou parada no desfiladeiro. Sou uma coruja, que viaja pelas estrelas. Serei dura como uma pedra, (...)
29.05.22

Junto ao Rio


Maria Neves

Junto ao rio Ao fundo vejo a ponte romana, A copa das árvores reflete no rio, O cheiros que a verdura emana, Chama o pato arredio. O cisne branco em ritmo lento, Sozinho, exibe a sua beleza, No fundo do rio busca alimento, Ali, ele tem toda a sua riqueza. Todo aquele espaço tem magia, Tem Paz, tem Luz, tem arvoredo, Em Maio, o calor do fim do dia, No parque, a natureza tem o seu segredo. Ao seu ritmo a noite vai caindo, As aves do dia, preparam a despedida, Também eles amando (...)
17.05.22

Chuvas de Maio


Maria Neves

Uma gota de água da chuva, Tão pequenina e transparente, Enobrece o local onde cai, Traz esperança, germina a semente. Pelo azul do céu passou, Uma nuvem branca arredia, Que num castelo se transformou, Trouxe chuva ao fim do dia. Caía sobre o solo seco, Sentia-se o cheiro a terra molhada, Contra os efeitos da seca, A favor do trabalho da enxada. Chuvas de Maio na cidade, Também produzem riqueza, Jardins exibem a sua vaidade, Na sua magnífica nobreza. Gotas de chuva em Maio Maria Neves (...)
09.05.22

Onde?


Maria Neves

Onde? Onde em Agosto vi o eclipse lunar, Onde cheirava a terra molhada, Onde havia música no ar, Onde se abraçava a enxada. Onde se respirava calma, Onde o riso era uma constante, Onde existia espaço para a alma, Onde tudo acabou num instante. Onde? Onde se alicerçou a arrogância, Onde o Outro não foi respeitado,  Onde venceu a intolerância,    Onde o dinheiro foi mais valorizado.   Onde é escuro em noite de luar, Onde,  a esperança e a fé partiram, Onde,  não se sai do (...)