Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Com um sorriso, chegas ao infinito.

Bem-vindo ao meu Blogue!

Com um sorriso, chegas ao infinito.

Bem-vindo ao meu Blogue!

10.11.25

A Garça Real do Prado Verde


Maria Neves

  Linda manhã de Novembro,  O sol brilhava na relva orvalhada,  Tela real, que não lembro, A Garça  Real deambulava.  Por entre as laranjeiras do Prado, Procurava o majestoso manjar, Um sapo foi consagrado, Para o desejo concretizar.  Mais abaixo, desceu ao rio, Era o seu dia de sorte, Um peixe foi desafio, Já não importava o seu porte. Passeando nas margens do rio, Parou debaixo do amieiro dourado,  A sua família do ninho emergiu, A mãe trouxe o manjar desejado. No (...)
03.07.25

Voo Do Tempo


Maria Neves

  A janela abriu-se pela manhã, As aves ecoavam o seu canto matinal, No ar o cheiro a hortelã, O sol exibia um brilho Real. Sentia algo estranho, atento,  Tomava conta do lado sombrio,  Que se perdia no pensamento, De quem não pisa o vazio . Asa de vento, musa do ar, Deixa cair o que sempre sonhei, Um futuro distante,  alguém para amar, Prometo  que em ti eu acreditarei. A rosa amarela, única naquele verão, Surgia da terra ressequida  pelo calor, Nela escrevi o refrão, Pa (...)
04.06.25

Havia Um Cantinho Na Beira


Maria Neves

Havia  Um Cantinho Na Beira Era um cantinho pequeno, Em frente, a lareira crepitava,  Onde ouvi os segredos do vento, Que no pensamento brotava. Noite dentro, madrugada, O sono pertencia ao cansaço, O silêncio da terra brotava, E a chuva caía a compasso. Ouvia-se a coruja cantar, Tão longe do amanhecer, Nem tampouco havia luar,  O breu da noite,  tomou o poder. Na luz do amanhecer,  O vento e a chuva viajaram,  Detrás da serra o Sol nasceu, As sombras das nuvens dançavam. (...)
17.07.24

Nuvens Dispersas


Maria Neves

  A luz da manhã entrou, Pássaros cantavam em sinfonia, O tempo por um momento parou, Preparava-se apenas um novo dia. De frente contemplei o mar, Tranquilo na sua imensidão, Parecia ter algo para contar, Mas não era ocasião . Lembro quando caminhava em direção ao cais, Sentindo o perfume da maré, Alegria e paz seriam demais, Hoje, vejo um mundo sem fé. Círculos de nuvens brilham no entardecer, Ao longe, ilhas bordam o oceano, A beleza que os olhos conseguem ver, Aqui não (...)
20.03.24

Sensações


Maria Neves

O dia começou bem cedo, Uma brisa fresca passou, Lembrou o rio, e o arvoredo, Uma récita, que alguém declamou. Uma nuvem alta corria, O Sol de Março estava quente, Perto dos pássaros sorria, Na sua presença eloquente. Um raio de prata junto da serra, Estremece o chão ao anoitecer, Emana o perfume da terra, Canção da chuva, para enaltecer. O tempo,  aliado que fortalece, A raiz,  que não deixa o sonho fugir, A seiva da vida prevalece, E não permite a memória ruir. Maria Neves   (...)
15.11.23

Um Lindo Dia


Maria Neves

O sol brilhou naquela manhã, A última gota de orvalho secou, Para trás a terra guardiã, Que o crepitar do fogo calou. Viajar para outro lugar, Vencer pela razão, Recusar apenas lutar, Por algo que não é seu chão. Encontrar um bem supremo, Algo difícil de descrever, Viajar em barco sem remo, Onde a vida se faz viver. Caminhar à luz do luar, Ouvir o mar que fica tão perto, Sem motivos para alcançar, Prados verdes no deserto. Maria Neves  
02.10.23

Não, Ninguém Quer Ver


Maria Neves

A noite de luar acabou, O horizonte vermelho de frente, O tempo, esse mudou, Não posso ficar indiferente. Assemelha -se a um manto, Que desliza para um lado, Não, não há pranto, Apenas alguém abalado. Todos olham a nuvem que passa, Há tempestade no Ser, Nem terra, nem monte afasta, Porque há nuvem, mas não vai chover! Acontece, é um fardo pesado, Não, Ninguém quer ver, Mais fácil viver no passado, Ser obediente, e nada resolver. Vejo o mar que viaja em vai-e-vem, Viajo no (...)
08.09.23

Nunca Poderei Esquecer


Maria Neves

  O ruído do vento que sopra da serra, O ranger da porta que se fechou, O grito da esperança que sai da terra, O que o tempo não levou. Sigo na direção dos meus sentidos, Que há muito tempo deixei, Onde sonhos foram vividos, Onde com a coruja, à noite cantei. Sigo por pontes de pau, Debaixo, uma torrente de lama, Mas o caminho não será tão mau, Quando algo muito bom me chama. Não esqueço o Dezembro frio, O calor da lareira, a oração, O autor do livro, o trovão, e o rio, (...)
17.07.23

Berlengas


Maria Neves

  O azul das águas relembra, Com a clareza dos tempos, Tudo o que não temos certeza, Volta na mudança dos ventos. Nos rochedos da ilha me sentei, Troquei sonhos por palavras soltas, O horizonte longínquo avistei, Acariciando ondas revoltas. As gaivotas planavam na noite escura, Deixavam no espaço seus ais, Ali a natureza, nada descura, O mundo mora no cais. Na ilha ... Maria Neves Fotografias: Susana Neves e Joana Lourenço